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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Várias Críticas sobre Cosmópolis na mídia brasileira



Não teve para o capitalismo, para o comunismo, para o anarquismo. Quem venceu as disputas ideológicas do século XX, na visão do diretor canadense David Cronenberg, foi um tipo de individualismo contemporâneo, vaidoso e arrogante, um em que identidades são construídas pela tecnologia, pela violência ou pelo erotismo. Os sistemas, para Cronenberg, são consumidos pelos indivíduos que os criaram.

Em “Cosmópolis”, o novo filme do diretor que estreia amanhã no Brasil, o indivíduo é Eric Packer (Robert Pattinson), um investidor de 28 anos, riquíssimo, que percorre Nova York numa limusine moderna, acompanhado de um motorista e seus seguranças. O trânsito está caótico, devido a uma visita presidencial e ao enterro de um rapper famoso, mas Eric não se importa de passar tanto tempo no carro. Lá ele tem tudo à disposição: mulheres, um médico para fazer seus exames periódicos diários — sim, diários — e computadores aos montes para tocar seus negócios. A única coisa que ele não tem, e é exatamente o que o faz querer cruzar a cidade, é um barbeiro para cortar seu cabelo. Eric é dono do presente, mas quer relembrar o passado.“Cosmópolis” é uma adaptação do romance homônimo publicado pelo escritor americano Don DeLillo em 2003. A trama do filme é bem próxima à do livro, mas o tempo é distinto. Quando DeLillo escreveu “Cosmópolis”, o capitalismo não vivia a pindaíba dos últimos anos, nem pipocavam protestos por todos os lados contra práticas consideradas predatórias . LeiaMais


JornaldoBrasil

Vamos falar sobre coisas e pessoas”, diz Packer ao seu possível assassino. Se essa fosse a premissa de Cosmópolis, novo filme do diretor canadense David Cronenberg, talvez seus mais de 100 minutos chegassem com mais facilidade ao espectador. Mas, não é; logo, a facilidade não vem. Contudo, é a essa missão que os personagens, saídos do romance homônimo de Don DeLillo, se lançam: falar sobre coisas e, esporadicamente, pessoas.O romance de DeLillo, de 2003, se apoia em algumas previsões feitas por Karl Marx no Manifesto do Partido Comunista, de 1884, para torná-las palpáveis numa sociedade lavada pelos avanços tecnológicos e onde o capitalismo já chegou aos extremos mais absurdos. Se George Orwell cria um panorama assustador em seu 1984, a realidade projetada por DeLillo e recriada por Cronenberg é ainda mais aterrorizante. Se lá, a ameaça vem de um sistema de opressão e controle ditado por um Big Brother dono da verdade absoluta, aqui, ela tem outros contornos; uma vez lidando com interesses pessoais, o inimigo está ao lado e não no alto da pirâmide, e as relações humanas esbarram no instinto animalesco – para fazer outra citação orwelliana. LeiaMais


A certa altura de “Cosmópolis”, o jovem bilionário vivido por Robert Pattinson recebe um médico dentro de sua limusine branca, para uma consulta de rotina. Entre os exames feitos, está o toque retal, em que o doutor introduz o dedo no ânus do paciente para detectar irregularidades na próstata. Pattinson não apenas fica de quatro na limusine como faz uma reunião com uma de suas funcionárias enquanto o exame é feito. E ainda aparenta um misto de desconforto e excitação com a situação – sentimentos que são compartilhados por sua subordinada, vivida por Emily Hampshire. E Robert Pattinson? Merece parabéns pela coragem em aceitar um papel oposto a sua imagem de galã juvenil e também por sua ótima atuação. Ele constrói um Eric Parker gélido e impassível, mas que deixa escapar medos e inseguranças por baixo da imagem de frieza. É sua melhor interpretação até hoje.LeiaMais

Toda esta jornada é transmitida pelo diretor David Cronenberg através de diálogos densos, repletos de frases a pensar, que abordam temas profundos como o capitalismo e o mercado global. Há um vasto simbolismo explorado, desde a figura do rato como “moeda mundial” até a exploração da nudez de uma das parceiras de Eric – é a luxúria lhe trazendo a necessária emoção de momento. Um contexto ao qual Robert Pattinson se encaixa bem, por não lhe exigir transmitir muitas emoções. Seu Eric Parker é seco e cínico, na medida exata para o personagem. Além disto, Pattinson estrela uma cena marcante, quando passa por um exame de próstata dentro da limusine. Seu rosto de desconforto em meio à luta para manter fluente a conversa com uma de suas assessoras chama a atenção LeiaMais


Tendo o novo ídolo adolescente, Robert Pattinson, como protagonista, Cronenberg se apropria do universo criado pelo escritor Don Delillo em seu livro, o transpondo para as telas, narrando a história de um jovem bilionário de 28 anos, que cruza Manhattan, em Nova York, dentro de sua limousine, com o único objetivo de cortar o seu cabelo. Só que, durante o rallentado trajeto, vários “personagens” cruzam o seu caminho, dentro e fora do veículo. Dentre eles uma senhora louca (Juliette Binoche), um ativista revoltado (Mathieu Almeric), outra doidinha (Samantha Morton), e por ai vai. Só que o papo que eles levam não passa de epigramas melancólicas sobre vagos princípios universais que não mostram sinais nenhum de entendimento. Monotonia pura.LeiaMais 


Quanto ao roteiro, o diretor afirma que conseguiu escrever todos os diálogos em apenas seis dias. Segundo David Cronenberg, ele nunca havia feito algo assim. Os três primeiros dias foram reservados a passar os diálogos do livro de DeLillo para o computador, sem mudar ou acrescentar nada. LeiaMais


“O carisma de Robert Pattinson em ‘Crepúsculo’ é evidente e vi que ele seria perfeito para o tom do meu filme. Não foi uma questão apenas de interpretação”, revela Cronenberg, que ainda viu mais dois filmes menores (“Poucas Cinzas” e “Lembranças”) do ator para finalmente chamá-lo LeiaMais


 Aquele das interpretações antinaturalistas, em que os personagens parecem, talvez, drogados. Ou sonados como velhos boxeadores depois de apanhar. É assim nos primeiros diálogos do filme, em que o motorista adverte Eric Packer (Robert Pattinson) de que aquele será um dia de trânsito terrível, porque vai passar o presidente. “Que presidente?”, replica Packer LeiaMais


O personagem odiável da vez é um grande investidor financeiro. Ele quer atravessar Nova York em sua limousine para cortar o cabelo. No caminho, tem diversos encontros dentro do veículo. Na verdade, as figuras que entram no carro são a armadilha de Pattinson. Todas são mais interessantes e simpáticas do que o protagonista LeiaMais


O filme comprime ainda mais que o livro as cenas das reuniões. A ideia é nos situar no tempo suspenso do protagonista, onde não se sentem as horas. Mas eis que o tempo alcança Eric. O que está em curso aqui é menos uma metamorfose, como se esperaria, e mais uma súbita tomada de consciência da mortalidade (outro tema bem ao gosto do diretor). Eric fala idiomas, sabe de tudo, mas aos 28 anos não consegue lidar com a descoberta da morte - seja a de um rapper que ele admirava, ou o fim da sua fortuna, ou sua possível morte em decorrência de um diagnóstico de "próstata assimétrica". Eric vive num mundo etéreo movido por ciclos iguais (uma personagem ressalta que ao redor do planeta, por causa dos fusos, o mercado de ações nunca fecha) e nesse mundo, autosustentado e fadado a se repetir, descobrir a morte é o mesmo que descobrir a História.
É uma mutação diferente, portanto, daquelas a que estamos acostumados nos filmes do diretor, e Cronenberg não tateia sem tropeços essa transformação que ocorre mais na percepção do mundo (o antídoto da imaterialidade da máquina seria a passagem do tempo?) do que na experiência vivida com o mundo físico em si. Não por acaso, a única mudança pesada que o diretor faz em relação ao livro é a eliminação do último e redentor encontro de Eric com sua esposa, em que DeLillo dava ao protagonista a oportunidade de experimentar o mundo da forma mais óbvia possível: nu ao ar livre. Para Cronenberg, que nessa hora nos poupa de ver Robert Pattinson pelado, a única forma de Eric Packer vivenciar de verdade o mundo material é, como em todos os filmes do cineasta, por meio da violência.LeiaMais
                                                                   
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